Deficiência

 

Deficiência Mental

O que caracteriza a deficiência mental é um funcionamento intelectual inferior à média, sempre acompanhado de limitações em termos de adaptação em, no mínimo, duas das seguintes áreas: comunicação, vida familiar, auto-suficiência pessoal, relações interpessoais, uso de recursos comunitários, vida escolar, atividades de trabalho, dentre outras.

A maioria dos casos de deficiência mental pode ser identificada logo na primeira infância. Muitos casos, no entanto, são percebidos quando do início da vida escolar, porque indeterminado número de crianças apresenta grau leve de lesão. Ao iniciar a vida escolar, a eventual deficiência mental torna-se mais evidente, devido aos desafios intelectuais contínuos.

Segundo estudiosos do assunto, em muitos casos, a deficiência mental é uma condição de natureza relativa aos demais indivíduos, porque uma pessoa pode ser considerada deficiente mental em uma determinada circunstância e não deficiente em outra, de acordo com a capacidade dessa pessoa satisfazer as necessidades do momento.

Hoje em dia é comum entre psicólogos o posicionamento de não diagnosticar deficiência mental em indivíduos apenas com determinado nível de QI, se não existirem dificuldades no funcionamento adaptativo, que pode ser influenciado por vários fatores, tais como vida familiar, educação formal, treinamentos, traços de personalidade, oportunidades sociais e de trabalho e condições médicas de um modo geral. É de se notar, todavia, que os problemas na adaptação geralmente melhoram mais com esforços programados por profissionais, do que o QI, que tende a permanecer mais estável.

CLASSIFICAÇÃO DA DEFICIÊNCIA MENTAL

A classificação atual da deficiência mental não aceita mais que se considere a deficiência como leve, moderada, severa ou profunda, mas que seja indicado o grau de comprometimento funcional adaptativo. Tem muito mais importância saber se a pessoa com deficiência mental precisa de apoio em habilidades de comunicação ou em habilidades sociais, por exemplo, do que em outras áreas.

Segundo diversos autores, pessoas com deficiência mental precisam de determinados tipos de apoio eventual ou contínuo, tais como o assim chamado Apoio Intermitente (apenas quando necessário), o Apoio Limitado (intensivo, mas por tempo limitado), o Apoio Extenso (regular e a longo prazo), o Apoio Generalizado (constante e intenso, em geral por uma equipe). Ainda baseada na capacidade funcional e adaptativa das pessoas, existe uma classificação para a deficiência mental, ou seja, os indivíduos passam a ser considerados dependentes, treináveis ou educáveis.

Dependentes:

Trata-se de casos mais graves, com seu QI abaixo de 25. Nesses casos é necessário o atendimento por instituições. Pode haver poucas, mas contínuas melhoras, quando a criança e a família são bem orientadas.

Treináveis:

Crianças com o QI entre 25 e 75. Se forem colocadas em classes especiais, poderão treinar, por exemplo, disciplina, hábitos higiênicos e outros mais. Poderão até aprender a ler e a escrever, desde que estejam em ambiente de paz e compreensão, recebendo muito afeto, com metodologia de ensino adequada.

Educáveis:

Profissionais reconhecem estes casos (com o QI entre 76 e 89) como "limítrofes". Podem permanecer em classes comuns, com acompanhamento psicopedagógico especial. De um modo geral podem, quando adultos, ter sucesso em sua vida pessoal, social e profissional.

Saiba Mais
Dentre os muitos estudos a respeito de deficiência mental, é importante ressaltar os trabalhos publicados por organizações nacionais que especificamente destinam-se ao atendimento de crianças, jovens e adultos com deficiência mental.

Sites adicionais
Sobre deficiência mental e esquemas desenvolvidos para atendimento das pessoas por ela atingidas, existem mais de 143.000 sites na Internet, segundo listagem da Google. Os seguintes sites poderão ser consultados, dentre muitos outros, à escolha de cada consulente:

www.sc.gov.br/webfcee/fcdefimental.htm
www.ceismael.com.br/tema/tema053.htm

Médicos e outros profissionais interessados

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