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Sempre bem vindo ao nosso site - e como sempre, navegue em paz.
Hoje, dia 07 de julho de 2011, além desta Apresentação
- que é usual - desejamos deixar claros alguns dos posicionamentos
básicos do Centro de Referências FASTER, por meio deste
Editorial.
Foi no mês de março de 2005 que o Ricardo José
Del Acqua e eu, Otto Marques da Silva, decidimos colocar na WEB
o site do Centro de Referências FASTER. Ele, como um webdesigner
sensível e criativo e eu, com os meus temas sempre considerados
limitados e sem apelo popular.
Nós éramos, os dois, como as teclas do piano, cantadas
por John Lennon: preto e branco, "ebony and ivory", mas
que, juntos, fazíamos uma canção legal que,
hoje em dia, mais de 1.000 leitores diariamente param para ler,
devido a seus interessados acessos, via Internet.
Nossa firme intenção, desde a própria trabalheira
de preparo dos assuntos a serem inseridos, era divulgar aqueles
mais relevantes sobre pessoas com deficiência. E certamente
não deixar de falar sobre temas a respeito dos quais ninguém
fala "por que pensa que todos tiram de letra", como dizem,
e que, na verdade, são as próprias fontes dos métodos
e processos de trabalho com as pessoas com deficiência que
deles podem necessitar, ou a base de raciocínio de seus movimentos
reivindicatórios.
Tudo isso sem pieguice, com muita franqueza e sem triunfalismos.
Dentre esses assuntos, reconhecemos, desde o início, que
alguns são um pouco áridos - sabemos muito bem disso.
Mas são de uma verdade translúcida.
A respeito deles os "especialistas" em deficiências,
ou os arautos das pessoas com deficiência de hoje, como afirmei
acima, nunca falam. Por que? Por não compreenderem seu alcance,
talvez. Pode ser também que não o fazem por acharem
que eles não têm apelo popular. Ou talvez, por considerarem
uma espécie de "cultura inútil"... Ou até
mesmo - e por que não? - por mera ignorância. Ou, pior
ainda, nem sabem de sua existência!
De fato, em nossa realidade atual, uns poucos falsos defensores
da inclusão social das pessoas com deficiência consideram
de somenos importância o próprio raciocínio
filosófico que lastreia toda a idéia de sua própria
existência. Mas, graças a Deus, existem exceções...
e que Ele as conserve!
"Inclusão social"!
Palavras fáceis de serem expressas! São sonoras,
ótimas em "palanques" ou no mundo espantoso da
Internet, para alguns esbravejadores da diversidade a todo custo.
"Inclusão social" é, em certo sentido -
só em certo sentido - uma espécie de neologismo, um
"ovo de Colombo" que até parece que surgiu do nada,
uma bandeira de guerra, um estandarte de Joana D´Arc, um "In
Hoc Signo Vincit" de Constantino I, o Grande.
Para essas pessoas, é fácil usar a imagem de um ovo,
mas nunca existiu a límpida preocupação de
que um ovo vem necessariamente de outro ovo... "Ovum ab ovo",
minha gente... Lembram disso? Sim, senhor, "ovum ab ovo".
Um ovo vem necessariamente de outro ovo. Pelo amor de Deus!!! Pensemos
um pouco.
Paremos e pensemos um pouquinho só.
A inclusão social vem de raciocínios relacionados
às conseqüências de aceitarmos ou não o
valor intrínseco dos seres humanos e dos postulados filosóficos
que garantem a todos os seres humanos os mesmos direitos! ... E
deveres, claro!
E lá bem longe, no meio das brumas cada vez mais densas
e menos claras dos pragmatismos e do materialismo que imperam nos
dias atuais, "inclusão social" vem, sim, da afirmação
de que o ser humano foi criado à imagem e semelhança
do próprio Deus. E por isso merece respeito - sim, por isso
- seja preto, seja amarelo, seja anão, seja gigante, seja
índio, seja europeu, seja atleta, seja um indivíduo
com rebaixamento intelectual ou lesões impostas por uma amputação
ou pela paralisia cerebral.
Os temas que você, leitor atento, notar do lado esquerdo desta
hoje longa Apresentação, foram aqueles que nos preocuparam
desde os primórdios de nosso empreendimento.
E aqui continuam eles, seis anos depois, melhor alimentados, melhor
estruturados, em companhia de outros que vieram enriquecer o acervo
de assuntos cobertos pelo nosso site e que pretendem - todos eles
- dar o devido valor a esse notável desafio, do qual jamais
abriremos mão.
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Resta-nos, sem dúvida, continuar valorizando sempre e cada
vez mais a causa da "inclusão social".
Nós, da FASTER, sem exceção, achamos que todos
os que labutam nessa grande causa precisamos de mais tempo para
pensar com cuidado redobrado em seus meandros, não apenas
em termos de teoria, mas de uma prática melhor definida,
do papel que temos em seu cenário, do indispensável
realismo quanto a objetivos e da competência para atingirmos
metas viáveis... sem as quais ela é apenas um galardão
para os "melhores", para os "homoioi" (1) dos
nossos dias, para os WASPS (2) de uma realidade utópica universal.
"The winner takes it all", diz a canção,
que hoje em dia é um sucesso... No caso da "Inclusão
Social" é muito importante que reconheçamos que
estamos vivenciando e aplaudindo uma "canção"
um tanto quanto ilusória, dando tudo, todo o aplauso e reconhecimento
apenas aos vencedores da grande batalha, pensando como na canção,
que o vencedor leva tudo!
Mas atenção para o fato de que os Beatles afirmam
e recomendam desde décadas em sua imortal "Hey, Jude":
... "Take a bad song and make it better"
Isso mesmo!
Precisamos ter objetividade para reconhecer que a canção
da "Inclusão Social" dos dias atuais é um
tanto quanto desafinada, pobre, sem a força indispensável,
excessivamente usada a torto e a direito por políticos, jornalistas,
compositores... enfim... por gregos e troianos para cobrir muitos
assuntos e muitas causas. Cabe-nos tentar melhorá-la, cada
um em seu recanto, mesmo que seja apenas num "sustenido"
ou num "bemol" aparentemente insignificante.
A Inclusão Social verdadeira e universal das pessoas com
deficiência poderá ser uma canção maravilhosa.
Ela terá plenas condições de resgatar a credibilidade
da Humanidade diante do seu Criador, que achamos andar meio decepcionado.
Nossa missão não pode limitar-se ao reconhecimento
puro e simples dos vencedores, daqueles que se integraram no mercado
de trabalho por mérito próprio e graças aos
dispositivos da lei. Ela requer que demos também apoio irrestrito
aos eventuais perdedores em potencial dessa maratona, para que de
alguma forma tenham seu lugar em nosso mundo de Diversidades.
Foi João Paulo II - grande Pontífice de nossos dias
- que já tem um caminho aberto e certo na direção
dos altares da Igreja Católica, como Santo que sempre foi,
que disse aqui no Brasil: "Nunca o ser humano foi tão
apreciado e elogiado como nos dias atuais. No entanto, nunca esse
mesmo ser humano foi tão espezinhado e massacrado, desrespeitado
e reduzido a nada"...
Que nosso Deus comum nos ajude a compreender um pouco tudo isso...
pelo menos um pouco. E que nos ajude também a reconhecer
sempre que temos uma missão que ultrapassa em muito o mero
aplauso aos "vencedores".
AMDG
Cotia, aos 07 de julho de 2011.
Otto Marques da Silva
Coordenador Geral do
Centro de Referências FASTER
Atenção para isto:
(1) Homoioi - A sociedade grega antiga - tanto a espartana quanto
a ateniense - reconhecia a existência de uma classe superior,
de uma espécie de nata social que sustentava todo o sistema
político grego: Eram os "homoioi", ou seja, "os
iguais". Os "demais" eram os ilotas, os periecos,
os escravos...
(2) WASPS - A sociedade norte americana reconhece ainda hoje, secretamente
ou a meia voz, a existência incômoda, mas real, de uma
espécie de "casta" superior que tem sido reconhecida
como os WASPs (W de White = Branco; A de Anglo; S de Saxon e P de
Protestant). Para essa casta, que surgiu no final do século
XIX, antes da libertação dos escravos, só um
WASP tem condições de pleno sucesso - claro que existem
exceções, que às vezes são eliminadas
de forma chocante (veja o caso dos Kennedy, que eram brancos, sim,
anglo-saxônicos, sim, mas... eram católicos).
Otto
Marques da Silva - Coordenador Geral do Centro de Referências
FASTER
e-mail: falecomfaster@uol.com.br
Ricardo J. Del'Acqua - Engenheiro Industrial, Web Designer e Editor
do Centro de Referências FASTER
e-mail: rdelacqua@bol.com.br
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